Rui Pereira diz que o número de armas ilegais não ultrapassa as “dezenaS de milhareS”. Muito boa a resposta do ministro da administração interna. Não confirmou a notícia do Público, nem a desmentiu. Com as ditas “dezenas de milhares” também se chega às 1,4 milhões de armas ilegais, que era o número apontado pela PSP.
Se Rui Pereira considera “especulativo e fantasioso” o numero apontado pelo Público (1,4 milhões), o que dizer das suas “dezenas de milhares”. Vale a pena salientar a lógica do senhor ministro, “desconheço ao certo o número de armas ilegais, justamente por serem ilegais”.
Estava tudo a correr pelo melhor até que o Sr. Ministro disse que “este ano já foram apreendidas mais armas ilegais que em igual período do ano passado”, sabendo que este ano foram apreendidas 4000 e ano passado 8000 armas, penso que algo escapou a Rui Pereira.
Os despedimentos ficaram mais fáceis e o salário praticamente não sofreu alterações. Como se não bastasse os Portugueses vêm a previsão taxa de inflação a subir e a conjectura da taxa de crescimento económico a baixar.
Para melhorar o cenário, nomeadamente no sector público, a reforma pode ser reduzida até 18%. Este é o resultado das novas regras de aposentação. Depois disto não posso acusar Socrates de estar em campanha eleitoral.
Sócrates está no seu melhor! Não acredito que tenha sido distracção do primeiro-ministro. Já começa a fartar os erros constantes deste governo. É enraivecedora a forma inconsequente como Sócrates faz o que quer, quando quer e como quer! Como Paulo Portas acabou de dizer, e coisa rara, foi aplaudido de pé, “há vida para além de José Sócrates!”
Aquele que no ano passado foi considerado o melhor árbitro bielorrusso proporcionou uma das mais caricatas arbitragens de sempre. O triste episódio aconteceu durante um jogo da mais importante divisão bielorrussa. E por mais estranho que pareça, Sergei Chmolik arbitrou o jogo até ao final. Peço desculpa pela incorrecção, tentou arbitrar pois o máximo que conseguiu foi andar às voltas no centro do terreno a apitar de forma errática.
Entrou hoje em vigor a nova taxa de IVA. Baixou de 21% para 20%. Como seria de esperar o efeito causado no cidadão comum é mínimo. O prejuízo que esta medida causa nos cofres de estado é grande. Pergunto se não seria possível tomar outra medida, em que o maior beneficiado fosse o cidadão comum e não as empresas, com o mesmo prejuízo para o estado?
Achei bastante irónico as subidas dos preços no dia em que o IVA desceu. Não compreendo o que aconteceu, nos últimos dias, que justifique a medida! Vale a pena recordar que só durante este ano o bilhete do metro subiu 10 cêntimos, ou seja 14,3%.
Curioso o e-mail que recebi. Sei que a informação já tem algum tempo mas só agora com o euro terminado, pelo menos para Portugal, terá o devido valor:
“…”
através da alínea c) do art.º 29 do Cap. II da Portaria 117-A de 8 de Fevereiro de 2008 os portadores de iates e de embarcações de recreio, beneficiam de gasóleo ao preço que pagam os armadores e os pescadores!É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas, que tenham carro a gasóleo, paguem 1,42€, e os banqueiros e empresários do ‘Compromisso Portugal’ paguem somente 0,80€. ‘Porreiro pá! …’
“A Portuguesa” disse adeus ao euro 2008. Tendo em conta a quantidade de falhas cometidas a eliminação em nada me surpreende. Impossível haver concentração no meio de tanta euforia. A euforia e os erros que se cometeram, desde cedo, deixavam antever este final.
Scolari pediu a Cristiano Ronaldo para não falar do seu futuro durante o euro. Compreendo a decisão! Mas, não consigo entender que Scolari, após pedir descrição a Ronaldo, permita que seja o seu futuro a destabilizar o grupo. Apesar de não ter sido Scolari a antedizer qual seria seu futuro podia ter pedido o mesmo que pediu a Ronaldo.
Talvez agora o “puto maravilha” perceba porque no euro 2004 Podolski foi considerado o jogador revelação e no ano passado o melhor jogador do mundo tenha sido o Kaka. Ronaldo é um grande jogador e tem motivos para ser encasquetado, mas não lhe fica bem. Apesar de ser extremamente talentoso, se não alterar um a sua postura, jamais terá a classe de Figo ou de Rui Costa. Em todos os jogos decisivos Ronaldo apresenta um rendimento medíocre, o que demonstra que o jogador está sob pressão e/ou desconcentrado. E sinceramente, não consigo “ir á bola” com um jogador que escarrou na cara de um adepto e tanto fica abalado ao marcar um golo á sua antiga equipa como faz o mais arrogante dos festejos.
Agora os portugueses vão virar a atenção para o país e provavelmente o Primeiro-Ministro vai processar Schweinsteiger. Com o afastamento da selecção os Portugueses vão continuar a luta para melhorar a qualidade de vida o que poderá levar a uma antecipação das medidas eleitoralistas de Sócrates e conduzir a uns milhões de euros de prejuízo para o estado.
É desta lição que o governo precisava. Os camionistas estão a ENSINAR o primeiro-ministro que não pode continuar a liderar o país de forma totalitária.
É bom ver um governo que nunca volta com a palavra atrás, pelo menos quando devia, tremer e ficar retraído com a asfixia económica causada pelo boicote das transportadoras nacionais. Veremos se o governo muda a decisão e altera os planos orçamentais. Uma coisa é certa, do susto já não se livra! Será que apenas o governo está errado ou os portugueses tambem têm de assumir as responsabilidades dos seus actos?
E é de um susto que os portugueses precisam. A crise existe, é um facto, mas os portugueses ganharam hábitos, luxos na maior parte, que dificultam ainda mais as suas contas. Uma casa e um carro próprio não devem ser encarados como um luxo, pelo menos se não estiverem acima das possibilidades de cada um. Mas pedir um empréstimo para ir de férias, gastar meio salário em roupas “fashion”, trocar de telemóvel apenas porque sim, queimar dinheiro em noitadas. Tudo isto ultrapassa a minha compreensão. Talvez ela até seja pequena, e aí o erro é meu!
Por que motivo os portugueses estão tão eufóricos com o euro sabendo que Portugal atravessa uma das maiores crises da história? A crise vai desaparecendo a cada vitória? Não compreendo como o destaque nos media vai para um simples jogo da selecção sabendo que o centro e sul do país se encontram sem abastecimento de qualquer tipo de produtos.
Esta frase pronunciada por Manuel Alegre diz muito sobre o actual panorama político. Alegre defendeu, mais uma vez, a classe média, está contra os exageros do governo e deixa a porta aberta relativamente á criação de um novo partido.
Uma das principais figuras do PS opõe-se desta forma ao partido. Não concordo que esteja a fazer oposição interna ou a agir por interesse. Ao invés, tem provado ser um verdadeiro político e um verdadeiro socialista. É assombrosa a forma como cada vez mais portugueses se unem na contestação ao governo. Um governo despótico e filantropo não merece melhor consideração. Tambem por aqui se vê que Manuel Alegre “está atento”.
Organiza uma contestação interna provando, mais uma vez, que o seu principal objectivo é o bem-estar dos portugueses. Esta atitude melhora substancialmente os seus horizontes políticos. Após uma “histórica” classificação nas presidências, acredito que Alegre vai tentar algo mais. Quiçá se a motivação de Alegre não está no primeiro-ministro totalitarista e na dama de ferro contrariada e desmotivada que lidera uma oposição cinzenta.
“…isto é totalitarismo!”, Manuel Alegre referindo-se a algumas medidas governamentais que têm desprezado a classe média e algumas tradições portuguesas. Esta frase mostra como é grande a revolta contida pelo deputado socialista. Não acho atilado que os restantes deputados socialistas, preocupados com futuros “tachos” e compadrios políticos, tentem arguir Alegre. É sabido a posição dos estudantes, classe média e portugueses face a este deputado socialista.
Nuno Melo apresentou um facto digno de registo no programa o corredor do poder. O primeiro-ministro José Sócrates em 2005, ainda enquanto secretário-geral do PS, defendeu, num comício, que uma taxa de desemprego de 7.1% só era justificável num governo com uma política socioeconómica mal estruturada.
Alguns factos:
Em 2005 as pessoas que frequentavam cursos de formação profissional tinham o estatuto de desempregadas;
A taxa de emigração cresceu face a 2005;
O número de desempregados cresceu;
Queira o primeiro-ministro classificar, ou reclassificar, um governo que consegue aumentar a taxa de desemprego, diminuir o crescimento económico, aumentar a precariedade laboral, etc. Uma última nota: parece-me estranha e algo totalitarista a atitude do governo em fechar, mais uma vez, os olhos a nova “mega manifestação”, desta vez sobre a nova lei laboral.
A UEFA fez saber, hoje, que o FC Porto não vai participar na próxima edição da liga dos Campeões. Sinceramente apoio a decisão! A lei é para cumprir e os crimes para punir. Mas por uma questão de justiça, igualdade e de coerência espero que as outras equipas que possuem os mesmos problemas tenham igual tratamento.
Apesar da decisão poder sofrer um recurso, de nada deverá valer.É sabido que o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) demora em média 6 meses a decidir.
É pena que o castigo surja numa altura em que a equipa vence justamente. Nos últimos anos, clubismos á parte, o FC Porto tem sido o melhor representante português na Europa. Mas temos de compreender que a lei tem de ser cumprida, e que a UEFA não é a culpada da morosa justiça portuguesa, a UEFA decidiu rapidamente.
Acho considerações de má-fé quem insinua que o Guimarães, Benfica e Belenenses têm algo a ver com esta penalização. A lei já estava elaborada, só se fez cumprir. Não compreendo também o motivo pelo qual o FC Porto não recorreu da decisão do apito dourado. Se não tinha provas, agora que decidiu recorrer, já as tem?
Apesar de não concordar com a forma como Manuela Ferreira Leite conduziu a sua campanha para a liderança do PSD, sempre defendi que ela iria ganhar. Sinceramente eu espero que a postura mude, que o espírito de sacrifício desapareça da sombra de MFL. Talvez a desmotivação tenha surgido por se tratar de uma batalha “fácil”. Sinceramente espero que esse tenha sido o motivo. Agora motivação não há-de faltar. A batalha que se segue é de grande importância para o partido, o país e, acima de tudo, para os Portugueses.
Ficam desta forma os portugueses a saber que apesar de haver apenas indícios de correspondência entre os preços praticados e os custos da actividade, tudo esta dentro da legalidade e não há qualquer especulação ou concertação.
Agora teremos de esperar, talvez mais do que pela conclusão do estudo, que o Primeiro-Ministro comece, de alguma forma, a seguir os conselhos do presidente da Republica. Provavelmente as primeiras medidas surgirão em campanha eleitoral, ou então quando a própria economia sanar o problema e estas já não possuírem qualquer utilidade.
Acho incrível, ainda para mais vindo de quem veio, a ideia de que os portugueses, ao quererem minimizar os escandalosos lucros da Galp, deveriam se tornar seus accionistas. Como se não bastasse defender ainda que os portugueses que se endividaram têm agora de assumir as suas responsabilidades, é, na minha opinião, um ultraje.
Aproveito para responder ao João Miranda sobre “ o que muda” em ser uma minoria ou maioria a quantidade de portugueses endividada: muda tudo… Sabendo que a maioria está endividada, perde a lógica o seu comentário. Subscrevo a pergunta que já lhe fizeram: acha um luxo ter casa própria?
Parece-me arrogância pura que não se dê o braço a torcer quando tanta gente tem uma opinião diferente.
Não estou com isto a querer defender alguém, muito menos a mim mesmo, no entanto é uma constatação lógica. Entendo o seu ponto de vista, mas de acordo com a nova situação económica, não é aplicável. É lamentável que, uma vez mais, o país esteja em completa debanda emigratória, sobretudo jovens de vinte e poucos anos recentemente licenciados. Será que estes também tem de assumir agora as consequências, ou e a sociedade e o governo que tem de mudar algo? E não concordo consigo quando me respondeu que “quem tem iniciativa não está para aturar todos aqueles que acreditam que ter casa própria é um direito ou ter gasolina barata é um direito”. Porque contribuintes que cumprem com os seus deveres têm de ver os seus direitos assegurados. Não é justo sacrifício atrás de sacrifício para no fim das contas o saldo ser negativo. Sabe quanto é o preço da gasolina, por exemplo, no Luxemburgo? Eu respondo… 1,27€. Talvez o nível de vida seja melhor por se tratar de um país menor.
Uma última pergunta: Acha necessária tal discrepância do nível fiscal, de vida e social entre Portugal e Espanha? Neste caso a diferença não estará no facto de o país ser mais pequeno.
Repito, a população cumpre com os seus deveres constitucionais. O governo terá de fazer o mesmo. Ao invés de defender que os portugueses fossem accionistas da Galp, talvez fosse mais sensato defender a rápida publicação do relatório, relativo ao tema, da entidade para a concorrência. Digo eu!
Se por um consenso político, de extrema utilidade para o país, todos os candidatos á presidência do PSD se pudessem juntar num futuro governo os problemas dos portugueses seriam resolvidos. Juntando a opinião de todos saliento três pontos fundamentais:
- Santana defende que o relatório da entidade da concorrência já deveria ter saído. Afirma ainda que urge um apoio as pequenas e medias empresas.
- Ferreira Leite apoia que o governo não baixe o ISP e que a medida tomada seja um apoio aos sectores prejudicados directamente. Um apoio nas despesas e não fiscal.
- Antão sabiamente disse que não faz sentido que as petrolíferas abusem do mercado. Com o aumento dos combustíveis aumenta também o lucro do estado e das gasolineiras.
Não compreendo como se pensa impossível defender os impostos. Somos o sexto país com o combustível mais caro da Europa. É necessário baixar o ISP. Com o aumento do barril do crude aumenta, sim aumenta, o lucro do estado. Ao baixar o ISP mantendo o valor de lucro do estado o governo estaria a manter a receita equilibrando o preço face á Europa.
Concordo completamente com o que defendeu Santana Lopes quando disse que “seria necessário um acordo com Espanha”. Realmente não faz sentido que haja este abismo fiscal entre dois países vizinhos.
Em Patinha Antão realço a sua coragem. É necessária coragem política para sugerir tal modelo fiscal. Concordo que seria boa medida baixar o ISP nas pequenas e médias empresas. Como as multinacionais estão a “fugir” para paraísos de mão-de-obra é, de facto, uma mais valia baixar a sobrecarga sobre esta classe de empresas aumentando o seu crescimento sustentando dessa forma a economia nacional.
Manuela Ferreira Leite desilude-me cada vez mais. Apesar de continuar a defender que e a melhor candidata social-democrata, entre os actuais candidatos, nada tem acrescentado de novo. Resta-lhe a sua imagem de mulher tecnocrata e impulsionadora de uma sociedade justa e economicamente equilibrada.
O PSD está de facto em crise! É grave porque despreza a matéria-prima que tem e usa uma arma contra o governo completamente desgastada. Não é com espírito de sacrifício que a futura líder do PSD conseguirá destronar um primeiro-ministro que tão atento se encontra.
Post Scriptum – Seria útil algumas aulas de etiqueta aos candidatos do partido. Não houve respeito nenhum no debate realizado pela SIC.Lutam isoladamente pelo protagonismo social. Como recentemente li “são piratas da política”. Não compreendem que as ideias se complementam e que um partido não pode viver em função de uma só pessoa. O presidente será o porta-voz dos militantes e terá de agir de acordo com os ideais do partido.
O ex-presidente da Republica, Dr. Mário Soares, defende que não se deve “entregar a riqueza aos privados”. As voltas que o mundo dá! Mário Soares durante a sua presidência apoiou empresas privadas fomentando o seu crescimento permitindo mais postos de trabalho. Muitas vezes usou dinheiro proveniente da união europeia.
Com a riqueza no privado aumenta o número de empresas e os postos de trabalho, talvez se possa até iniciar a erradicação definitiva dos trabalhadores com contrato precário. Com um maior número de postos de trabalho há mais poder de compra aumenta as obras de construção civil, nomeadamente para habitação. O país cresce!
Mário Soares fez papel de amigo conselheiro “quem vos avisa vosso amigo é”! O governo não necessita de grande aviso. Não estimulam o crescimento económico só para não impedir que a riqueza continue a ir para o estado. Não se tomam medidas agora para que haja margem de manobra em 2009. Tanto esforço económico de todo um país para depois ser condenado ao fracasso por manobras politicas eleitoralistas.O combate as desigualdades sociais e á pobreza não se faz impedindo que a riqueza vá para os privados. É necessário que o privado tenha riqueza para criar meios de desenvolvimento socioeconómicos auto-sustentáveis.
O cúmulo foi ouvir Vitalino Canas assumir a posição gananciosa do governo. Assumiu claramente que o partido defende a posição do ex-presidente da Republica. Se esta ciente dos problemas económicos porque motivo não os combate? A investigação sobre o aumento dos combustíveis já teve resultados? Será que pelo menos serão conhecidos? Cada vez mais eu, como muitos portugueses, tenho mais perguntas que respostas. Não confio em quem governa, muito menos em quem faz oposição. Como muitos jovens portugueses tenho medo do futuro!
Estava a fazer a minha habitual leitura pelos blogs quando me deparei com a melhor imagem para ilustrar o que Santana Lopes tentou dizer ao adjectivar o Primeiro-Ministro de “socialista de meia-tigela”. Apesar de não atribuir grande credibilidade a Santana, não posso deixar de concordar com a expressão utilizada. Basta que se compare os ideais e a política defendida pelo socialismo com a política e os ideais postos em prática por José Sócrates.